O CEPPAC é uma unidade acadêmica da Universidade de Brasília (UnB), vinculada ao Instituto de Ciências Sociais (ICS) e abriga o Programa de Pós-Graduação em
 Estudos Comparados sobre as Américas oferecendo os títulos de Mestre e Doutor
 em Ciências Sociais.


Eventos e notícias

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Chamada Dossiê Temático: "Debates Caribenhos"

Profa. Dra. Simone Rodrigues Pinto (CEPPAC/UnB)

Prazo:  30 de junho/2016

 

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Lançamento do livro "América Latina na contemporaneidade"

30 de maio de 2016, 14h30

Sala Roberto Cardoso de Oliveira, PMU II, Mezanino

 

   

Nota do Colegiado do CEPPAC sobre a atual crise política no Brasil

O Centro de Pesquisa e Pós-Graduação sobre as Américas (CEPPAC), da Universidade de Brasília (UnB), vem publicamente expressar sua posição acerca da atual crise política no Brasil. Na qualidade de um Centro dedicado aos estudos comparados sobre as múltiplas culturas, sociedades e processos políticos constitutivos do continente americano, o Colegiado do CEPPAC compartilha e dialoga com as preocupações que povos, movimentos e comunidades políticas e intelectuais vizinhas lançam atualmente sobre o Brasil. Em nossa região latino-americana é notória a estima dispensada ao povo brasileiro, bem como é reciprocamente valorizada entre nós a presença latino-americana na construção do nosso tecido social e destino histórico. Isso se deve, em parte, ao fato de compartilharmos uma herança histórica de colonialismo e capitalismo dependente, cujos efeitos perversos se manifestam no presente por meio da ofensiva neoliberal e imperialista na região, as quais contribuem sobremaneira para a obstaculização de políticas redistributivas, e o reconhecimento da diversidade e dos direitos individuais e coletivos. Nesse sentido, a crise política brasileira configura um problema de escala regional e mundial, envolvendo todos os povos que compõem a sociedade brasileira assim como todos os outros com os quais o país possui laços culturais, sociais, políticos, econômicos, afetivos etc. É por essa razão que devemos mirar para além do nacionalismo ufanista que clama por ações fascistas e autoritárias contra um governo que, embora eivado de fragilidades e contradições, foi democraticamente eleito após quase três décadas de vigência do sufrágio universal pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos. Compreendemos que a luta contra as ditaduras do passado e o trauma profundo que legou à região nos irmanou ainda mais, os povos latino-americanos e caribenhos, ao redor de uma mesma e irrevogável defesa à Democracia, à Constituição e ao Estado Democrático de Direito, reconhecendo nessas instituições a expressão mais autêntica dos anseios dos povos do continente americano por liberdade, cidadania, justiça social e respeito à diversidade em todas suas formas. Isso é o que nos une. Rechaçamos, portanto, toda e qualquer tentativa de subversão da democracia pela imposição de manobras parlamentares aliada à promoção pela grande mídia de novos cenários de governo como "fato consumado". Do mesmo modo, nos posicionamos a favor da defesa intransigente do respeito à liberdade de opiniões e da promoção do diálogo aberto e transparente em prol de soluções que não visem aos interesses particulares deste ou daquele partido ou grupo político ou econômico, mas, sim, da sociedade brasileira em seu conjunto.

Brasília, D.F., 11 de abril de 2016

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